Preço em dinheiro esconde tamanho. R$ 3.500 não diz nada até virar o número de horas que você precisa trabalhar pra ter esse dinheiro na mão.
Isso custa
0 horas
A gente aprendeu a comparar preço com preço. Aquele produto custa R$ 3.500, o outro custa R$ 2.900, então o segundo é melhor. Só que os dois números falam de dinheiro, e dinheiro é abstrato: ele vai e volta, entra de novo no mês seguinte.
Tempo não volta. Quando o preço vira "seis semanas da sua vida", o cérebro entende de um jeito diferente, porque agora ele está comparando com uma coisa que acaba.
Isso não é pra você deixar de comprar. É pra você comprar sabendo o que está trocando. Às vezes o número confirma que vale, e a compra fica mais tranquila do que era antes.
Primeiro sai o valor da sua hora: sua renda dividida pelas horas que você trabalha no mês. Depois o preço é dividido por esse valor, e o resultado é o número de horas de trabalho que aquilo custa.
Os dias e as semanas usam a sua própria jornada, não a de ninguém. Se você trabalha 30 horas por semana, a sua semana de trabalho tem 30 horas, e a conta respeita isso.
Se quiser um número ainda mais honesto, use a sua hora real, que conta também a casa, o cuidado e a carga mental. Ela costuma ser bem menor que a hora do contrato, e aí o mesmo produto custa muito mais tempo.
Nenhum dado seu sai daqui. A conta acontece no seu próprio aparelho.